Para advogados
Execução trabalhista parada não é pendência. É ativo
Texto dirigido a colegas. Todo escritório trabalhista tem uma gaveta de processos ganhos, com execução arrastando, que ninguém sabe quando vai pagar.
A mudança de leitura
Enquanto a execução não anda, aquele processo aparece como problema: cliente cobrando, prazo correndo, honorário sem previsão. Visto de fora, o mesmo processo é outra coisa — um direito reconhecido judicialmente, com valor apurável, que o mercado precifica.
Não significa que vender seja a resposta. Significa que existe um número, e que trabalhar sem conhecê-lo é operar no escuro.
Por que carteira negocia melhor que caso isolado
Para quem compra, analisar um processo custa quase o mesmo que analisar dez do mesmo escritório, com a mesma origem documental e o mesmo padrão de reclamada. Isso reduz o custo unitário de análise e costuma se refletir nas condições oferecidas.
Um escritório com quinze execuções paradas está em posição diferente de um cliente isolado batendo na porta de um fundo.
O que levantar antes de qualquer avaliação
Fase de cada execução e existência de embargos pendentes. Situação econômica da reclamada. Valor atualizado e separação entre verbas salariais e indenizatórias. Penhoras e bloqueios já registrados. Situação dos honorários contratuais e sucumbenciais.
Com esses cinco dados por processo, a carteira pode ser avaliada. Sem eles, qualquer número é chute.
O papel do cliente na decisão
O crédito é do reclamante. A decisão de ceder é dele, com informação completa e por escrito. O escritório organiza, calcula, explica e recomenda — inclusive recomendar que não se venda, que é a conclusão em parte relevante dos casos.
Fontes para conferência
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